Como estudar música impossibilitado de tocar um instrumento?

Como estudar música impossibilitado de tocar um instrumento ? É o do que trato ao longo do texto abaixo e aponto sugestões para manter o foco na música, mesmo em momentos de impossibilidade física.
Como estudar música impossibilitado de tocar um instrumento ? É o do que trato ao longo do texto abaixo e aponto sugestões para manter o foco na música, mesmo em momentos de impossibilidade física.

Como estudar música impossibilitado de tocar um instrumento?  É  do que trato ao longo do texto abaixo, e aponto sugestões para manter o foco na música, mesmo em momentos de impossibilidade física.
  

Eu não sei quando você está lendo esse texto, mas nesse momento em que estou escrevendo, me encontro  impossibilitado para tocar.
 
No processo de retirada de uma verruga no dedo indicador da mão direita, fiquei "pontuado", e dois pontos me tiraram da rotina momentaneamente.
  
Nas linhas que seguem, quero compartilhar com você o que tenho feito nessas situações de impossibilidade em tocar, a final, essa não é a minha primeira vez.

SEM instrumento, CEM oportunidades

Períodos longe do instrumento, servem para o lazer, oxigenar as ideias, curtir a família (tenho feito isso nos últimos dias!), nos cercarmos de outros ramos das artes, literatura, cinema, exposições etc
 
Pode ser uma grande oportunidade para ler a biografia de Eric Clapton, Chet Baker, Jimi Hendrix etc. ou até mesmo para conferir referências culturais indicadas por alguns dos seus ídolos
 
Pode ser uma oportunidade para ler todos os artigos aqui do meu blog (Risos).   
 
Tudo isso pode ser inspirador para o retorno.
 
Através de "novas" experiências, podemos ter insights de como melhorar a nossa música, motivações para compor, ideias para novos projetos musicais etc.

Reavaliação

A impossibilidade em tocar, favorece uma avaliação do nosso processo de estudo, o que vem funcionando ou não. 
 
Caso você siga um cronograma de estudos, é uma boa oportunidade para reavalia-lo, verificar a validade das durações atribuídas às tarefas, assim como, pode ser a hora de incorporar outras tarefas mais urgentes a serem trabalhadas.

O ouvido é o melhor amigo do músico.

Treinar percepção musical é uma grande pedida para períodos de impossibilidade física em tocar. 
 
Cantar as fundamentais dos acordes, as tríades, tétrades, tétrades com extensões, estudar solfejo, tentar escrever músicas sem conferir num instrumento etc. 
 
Tudo é válido!  
 
Num primeiro momento o objetivo é tornar o ouvido um questionador, desconfiado, e em seguida, torná-lo um amigo dos sons. Aquele amigo que reconhece aos seus, conversa, brinca etc.

Escutar é o que há!

Manter a mente ocupada por música.
  
Não podemos esquecer que um instrumento, é apenas um veículo que transporta os sons que temos na nossa cabeça, até o ouvido das outras pessoas. 
  
Se não temos música em nossas cabeças, de que adianta utilizar um instrumento?  
  
 
Pode ser um bom momento para renovar aquela playlist que fica no carro ou em casa, ou até mesmo, pode ser o tempo necessário para escutar com mais cuidado àquelas músicas que pretendemos tirar, e escreve-las.

O ser em contemplação

Segundo Gilberto Gil, na letra de "Quanta" - "teoria em grego quer dizer o ser em contemplação".  
  
  
Indico meu e-book que trata de intervalos e suas aplicações, assunto tão fundamental. mas tão negligenciado por músicos amadores e profissionais.

Aos vivos!

Ir a apresentações musicais ao vivo na sua cidade, é também, uma forma de estudar música.  
  
Presenciar algum músico que você admira atuar de perto, pode ser extremamente inspirador.
 
Como ele expõe as melodias?  Como utiliza articulação e dinâmica na sua forma de tocar? Que cuidados tem com timbre, volume, equalização? Como ele se encaixa frente a outros instrumentistas, caso toque em um grupo? 
 
Todos os pontos anteriores, são passíveis de observação para que você construa a sua própria identidade nas suas apresentações.
 
Ao assistir a uma apresentação de determinado colega, ou artista que admiramos, além sermos beneficiados por aquele possível aprendizado, há um favorecimento no fortalecimento do gênero ao qual aquela apresentação está inserida. 
 
Quando você vai a uma apresentação de reggae, colabora para o fortalecimento do cenário local de reggae, caso vá a uma apresentação de jazz, favorece o cenário de jazz e assim por diante...
 
Quanto mais distante dos grandes públicos aquele gênero se posicionar, maior relevância sua presença terá.
 
Valorize seus colegas, valorize outros gêneros musicais menos favorecidos!
 
Conferir as opções musicais nas suas proximidades, pode ser uma grande oportunidade para networking, encontrar pessoas, estabelecer contatos de trabalho, oportunizar parcerias profissionais etc.
 
Lembre-se daquela máxima:  "Quem não é visto, não é lembrado!"
 
Confesso que não tenho sido um exemplo nessa coisa de "networking", mas reconheço, e vivencio a sua importância.

Sempre em frente!

Existe uma lista de sugestões que por algum motivo (esquecimento provavelmente) não citei acima, de atividades que podemos fazer para melhorar a nossa música, em situações que somos impedidos de tocar um instrumento.  
 
Ocupar o nosso tempo de outras maneiras na música, afasta o pessimismo comum em momentos de dificuldade e cria espaço para o otimismo, para projetos, para novas metas a serem alcançadas e muito mais. 
 
A nossa postura frente a esses momentos mais difíceis, pode ser determinante no processo de retorno às atividades normais.
 
Se você quiser outros argumentos para estudar música, independente da nossa condição, recomento o e-book -  8 Benefícios Causados Pelo Estudo da Música
 
Compartilhe esse texto nas suas redes sociais, ou com alguém que possa ter interesse.  
 
Envie uma mensagem pra mim compartilhando alguma experiência sua com o tema, ou, acrescentando sugestões! 
 
Tenha certeza que lhe responderei.
 
Até breve, 
 
Chico Oliveira. 

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